terça-feira, 31 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
advogando na grande vitória fone: 27 81617973
Advogando!!!
Especialista em Direito Público e em Direito Privado.
Especializando em Filosofia e Psicanálise na UFES.
Dra Aparecida
Especialista em Direito Público e em Direito Privado.
Especializando em Filosofia e Psicanálise na UFES.
Dra Aparecida
O adeus a lógica
Martha Medeiros - O adeus à lógica
"Rendição é minha maior dificuldade. Eu me exijo desumanamente. Tenho a impressão de que se eu não tiver uma vida bem argumentada, ela vai se esfarelar em minhas mãos. Sou garimpeira, quero sempre cavoucar a razão de tudo, não consigo dar dois passos sem rumo determinado.”
Esse é um trecho de um livro. De um monólogo de uma mulher no analista, tentando se libertar do que considera sua maior virtude e, ao mesmo tempo, seu maior entrave: ela racionaliza tudo. Demais. Ela sabe que pensar é um bom hábito, mas pensar o tempo todo é nocivo, principalmente quando se está vivendo um grande abalo emocional. É o caso da personagem do livro, que viveu uma série de rupturas num breve período de tempo e tenta, alucinadamente, entender o que aconteceu, e como, e quando, e por quê.
Alucinadamente não é um advérbio usado aqui por acaso. Procurar entender uma dor enlouquece mesmo.
A maioria das pessoas, quando em estado de sofrimento extremo, pensa até a página 2. Dali por diante, desiste de encontrar razões que fundamentem sua devastação e tratam de chorar e chorar até que um novo dia amanheça, porque sempre amanhece. Elas vivenciam o luto, perdem a elegância e xingam os deuses, pois sabem que todo sofredor tem crédito na praça, pode pirar durante um tempo que os amigos seguram a onda.
O que o sofredor não pode é tentar buscar alguma lógica para o que está sentindo, porque a emoção não tem lógica, as coisas dão certo e depois não dão, as pessoas dizem que te amam e depois desamam, de manhã você está infeliz e no meio da tarde se anima, e só há uma explicação: a vida é assim. Para alguns, essa explicação basta. Para outros, essa explicação só pode estar sonegando alguma coisa. Não toleram tanta simplificação. Que vida é assim, o que!
A personagem do monólogo finalmente amadurece e entende que não há nada sendo sonegado. Não temos controle sobre coisa alguma, a cada dia estamos nas mãos do imprevisto, e tudo o que nos resta é aproveitar os acontecimentos bons e lamentar as dificuldades, pois elas fazem parte do mesmo kit. É pegar ou largar. Mas só um demente largaria. Quem não se sujeita ao pacote inteiro, não vive.
O livro não tem final, apenas mostra que, depois de a personagem ter quebrado a cabeça tentando encontrar conexões entre suas atitudes e pensamentos, descobre que a vida não é mesmo bem alinhavada. Buscar uma lógica para a dor só nos prende ainda mais a ela. É como tentar morder o próprio rabo – nunca terá fim.
Toda emoção é inconstante, toda paixão é bipolar. Tudo é mistério, tudo é instável, e sorte de quem aprende a se equilibrar nessa gangorra. O livro que citei foi publicado por mim nove anos atrás, chama-se Divã e tem sido uma alegria vê-lo ainda tão potente através da minissérie que está no ar. A personagem Mercedes se emancipou da autora e agora está comovendo através dos textos do talentoso Marcelo Saback. Mas a moral da história continua a mesma: basta estarmos vivos para sermos passíveis de assombro o tempo todo.
Jornal de Santa Catarina, 15 de maio de 2011.
"Rendição é minha maior dificuldade. Eu me exijo desumanamente. Tenho a impressão de que se eu não tiver uma vida bem argumentada, ela vai se esfarelar em minhas mãos. Sou garimpeira, quero sempre cavoucar a razão de tudo, não consigo dar dois passos sem rumo determinado.”
Esse é um trecho de um livro. De um monólogo de uma mulher no analista, tentando se libertar do que considera sua maior virtude e, ao mesmo tempo, seu maior entrave: ela racionaliza tudo. Demais. Ela sabe que pensar é um bom hábito, mas pensar o tempo todo é nocivo, principalmente quando se está vivendo um grande abalo emocional. É o caso da personagem do livro, que viveu uma série de rupturas num breve período de tempo e tenta, alucinadamente, entender o que aconteceu, e como, e quando, e por quê.
Alucinadamente não é um advérbio usado aqui por acaso. Procurar entender uma dor enlouquece mesmo.
A maioria das pessoas, quando em estado de sofrimento extremo, pensa até a página 2. Dali por diante, desiste de encontrar razões que fundamentem sua devastação e tratam de chorar e chorar até que um novo dia amanheça, porque sempre amanhece. Elas vivenciam o luto, perdem a elegância e xingam os deuses, pois sabem que todo sofredor tem crédito na praça, pode pirar durante um tempo que os amigos seguram a onda.
O que o sofredor não pode é tentar buscar alguma lógica para o que está sentindo, porque a emoção não tem lógica, as coisas dão certo e depois não dão, as pessoas dizem que te amam e depois desamam, de manhã você está infeliz e no meio da tarde se anima, e só há uma explicação: a vida é assim. Para alguns, essa explicação basta. Para outros, essa explicação só pode estar sonegando alguma coisa. Não toleram tanta simplificação. Que vida é assim, o que!
A personagem do monólogo finalmente amadurece e entende que não há nada sendo sonegado. Não temos controle sobre coisa alguma, a cada dia estamos nas mãos do imprevisto, e tudo o que nos resta é aproveitar os acontecimentos bons e lamentar as dificuldades, pois elas fazem parte do mesmo kit. É pegar ou largar. Mas só um demente largaria. Quem não se sujeita ao pacote inteiro, não vive.
O livro não tem final, apenas mostra que, depois de a personagem ter quebrado a cabeça tentando encontrar conexões entre suas atitudes e pensamentos, descobre que a vida não é mesmo bem alinhavada. Buscar uma lógica para a dor só nos prende ainda mais a ela. É como tentar morder o próprio rabo – nunca terá fim.
Toda emoção é inconstante, toda paixão é bipolar. Tudo é mistério, tudo é instável, e sorte de quem aprende a se equilibrar nessa gangorra. O livro que citei foi publicado por mim nove anos atrás, chama-se Divã e tem sido uma alegria vê-lo ainda tão potente através da minissérie que está no ar. A personagem Mercedes se emancipou da autora e agora está comovendo através dos textos do talentoso Marcelo Saback. Mas a moral da história continua a mesma: basta estarmos vivos para sermos passíveis de assombro o tempo todo.
Jornal de Santa Catarina, 15 de maio de 2011.
Casa Civil
Já era mais do que na hora da nossa classe se manifestar.
O advogado Sérgio Pereira de Borba ingressou com ação popular contra o ainda ministro Antonio Pallocci Filho, do Partido do Trabalhadores (PT)
A ação foi ajuizada ontem na parte da tarde e distribuída na 4ª Vara Federal de Porto Alegre, aguardamos agora ela ser examinada pelo juiz Jurandi Pinheiro.
N º 5017542-51.2011.404.7100
A imprensa deveria ser a primeira a levantar a ideia de banir os bandidos da politica, mas se omite!!! O duro é eu me ver obrigado a explicar a minha filha que não é vergonha ser honesto.
O advogado Sérgio Pereira de Borba ingressou com ação popular contra o ainda ministro Antonio Pallocci Filho, do Partido do Trabalhadores (PT)
A ação foi ajuizada ontem na parte da tarde e distribuída na 4ª Vara Federal de Porto Alegre, aguardamos agora ela ser examinada pelo juiz Jurandi Pinheiro.
N º 5017542-51.2011.404.7100
A imprensa deveria ser a primeira a levantar a ideia de banir os bandidos da politica, mas se omite!!! O duro é eu me ver obrigado a explicar a minha filha que não é vergonha ser honesto.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 22/2/2011 8:45
Terremoto deixa pelo menos 65 mortos na Nova Zelândia
REUTERS
Por Gyles Beckford
WELLINGTON (Reuters) - Um terremoto de magnitude 6,3 matou pelo menos 65 pessoas nesta terça-feira em Christchurch, segunda maior cidade da Nova Zelândia, e muitas outras ainda estão soterradas sob escombros de edifícios.
Foi o segundo grande terremoto em cinco meses na cidade, que tem 400 mil habitantes, e é também o mais letal desastre natural no país em 80 anos.
'Nós bem podemos estar testemunhando o dia mais sombrio da Nova Zelândia... Até o momento, o número de mortos está em 65 e pode subir', disse o primeiro-ministro neozelandês, John Key, à TV local.
'É difícil descrever. O que era uma cidade vibrante algumas horas atrás agora está de joelhos', acrescentou Key, que viajou para Christchurch, sua cidade natal e onde tem parentes.
O tremor ocorreu na hora do almoço (fim da noite de segunda-feira no Brasil). Ruas e lojas estavam muito movimentadas, e os escritórios ainda estavam ocupados.
Ao anoitecer, e sob chuva, as equipes de resgate se concentravam em dois edifícios: um de quatro andares, com escritórios do setor financeiro, e outro onde funcionavam uma emissora de TV e uma escola de inglês. Uma autoridade do Japão disse que 12 alunos japoneses supostamente estão desaparecidos. Na emissora de TV, era possível ouvir gritos de sobreviventes soterrados.
Uma mulher resgatada disse que passou seis horas esperando socorro. 'Achei que o melhor lugar era sob a mesa, mas o teto desabou por cima, não posso me mexer e estou aterrorizada', havia dito por celular a funcionária de escritório Anne Voss a uma TV local.
O prefeito da cidade, Bob Parker, comparou a situação da cidade a uma zona de guerra. Inicialmente ele disse que cerca de 200 pessoas podiam estar presas nos escombros, mas depois revisou o número para 100.
Pelo menos 20 tremores secundários foram registrados. O hospital local recebeu muitos pacientes com membros esmagados, cortes e dores no peito, e os casos mais sérios podem ser transferidos para outras cidades.
Militares foram mobilizados para participar do resgate, segundo autoridades.
Christchurch é considerada um pedaço da Inglaterra no Hemisfério Sul. Tem uma famosa catedral, agora praticamente destruída, e um rio chamado Avon - como na Inglaterra. Tem muitos edifícios históricos, construídos em pedra, e também é freqüentada por estrangeiros que desejam aprender inglês e por turistas que a usam como trampolim para excursões pela Ilha Sul da Nova Zelândia.
(Reportagem adicional de Bruce Hextall, Michael Smith e Cecile Lefort em Sydney; Saika Takano em Tóquio)
Terremoto deixa pelo menos 65 mortos na Nova Zelândia
REUTERS
Por Gyles Beckford
WELLINGTON (Reuters) - Um terremoto de magnitude 6,3 matou pelo menos 65 pessoas nesta terça-feira em Christchurch, segunda maior cidade da Nova Zelândia, e muitas outras ainda estão soterradas sob escombros de edifícios.
Foi o segundo grande terremoto em cinco meses na cidade, que tem 400 mil habitantes, e é também o mais letal desastre natural no país em 80 anos.
'Nós bem podemos estar testemunhando o dia mais sombrio da Nova Zelândia... Até o momento, o número de mortos está em 65 e pode subir', disse o primeiro-ministro neozelandês, John Key, à TV local.
'É difícil descrever. O que era uma cidade vibrante algumas horas atrás agora está de joelhos', acrescentou Key, que viajou para Christchurch, sua cidade natal e onde tem parentes.
O tremor ocorreu na hora do almoço (fim da noite de segunda-feira no Brasil). Ruas e lojas estavam muito movimentadas, e os escritórios ainda estavam ocupados.
Ao anoitecer, e sob chuva, as equipes de resgate se concentravam em dois edifícios: um de quatro andares, com escritórios do setor financeiro, e outro onde funcionavam uma emissora de TV e uma escola de inglês. Uma autoridade do Japão disse que 12 alunos japoneses supostamente estão desaparecidos. Na emissora de TV, era possível ouvir gritos de sobreviventes soterrados.
Uma mulher resgatada disse que passou seis horas esperando socorro. 'Achei que o melhor lugar era sob a mesa, mas o teto desabou por cima, não posso me mexer e estou aterrorizada', havia dito por celular a funcionária de escritório Anne Voss a uma TV local.
O prefeito da cidade, Bob Parker, comparou a situação da cidade a uma zona de guerra. Inicialmente ele disse que cerca de 200 pessoas podiam estar presas nos escombros, mas depois revisou o número para 100.
Pelo menos 20 tremores secundários foram registrados. O hospital local recebeu muitos pacientes com membros esmagados, cortes e dores no peito, e os casos mais sérios podem ser transferidos para outras cidades.
Militares foram mobilizados para participar do resgate, segundo autoridades.
Christchurch é considerada um pedaço da Inglaterra no Hemisfério Sul. Tem uma famosa catedral, agora praticamente destruída, e um rio chamado Avon - como na Inglaterra. Tem muitos edifícios históricos, construídos em pedra, e também é freqüentada por estrangeiros que desejam aprender inglês e por turistas que a usam como trampolim para excursões pela Ilha Sul da Nova Zelândia.
(Reportagem adicional de Bruce Hextall, Michael Smith e Cecile Lefort em Sydney; Saika Takano em Tóquio)
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